Manifesto
Moradores do Sítio Floresta protestam por mais atenção à localidade
Manifestação usou cartazes da prefeita e secretários para cobrar melhorias no transporte, educação e saúde
(Foto: Carlos Queiroz) - Manifestantes usaram os rostos dos secretário como forma de cobrar maior atenção às demandas
Uma comunidade estimada em 16 mil pessoas pede, durante protesto, melhorias urgentes para o Sítio Floresta. Na tarde gelada de sábado(12), em frente à Unidade Básica de Saúde (UBS), alguns moradores se reuniram para reforçar as reivindicações, algumas em espera há mais de dois anos. Como forma de protesto pela ausência de atenção do Poder Público à localidade, o rosto de secretários e da prefeita Paula Mascarenhas (PSDB), foram colocados em cartazes, presos às estacas, como forma de cobrar maior atenção dos gestores às demandas da comunidade. A representação da chefe do Executivo (foto com um placa com dizeres eu amo o Sítio) vem acompanhada da frase: "Quem ama, cuida."
O líder comunitário Cleiton Botelho diz que o manifesto é um recado aos secretários. Ele conta que uma das reivindicações é o patrolamento das vias e não somente onde passa o ônibus. E por falar em transporte público, o retorno da Rota do Sol, que inclui a passagem do ônibus pelo Corredor do Contorno, linha retirada desde a pandemia, é uma das demandas. "Além da redução dos horários, muitas pessoas que moram próximo ao Morada do Sol precisam caminhar várias quadras para utilizar o coletivo", conta. Se for em dia de chuva, Botelho diz que a alternativa é desistir dos compromissos, pois fica inviável trafegar pelo Sítio. "Não adianta patrolar. Tem que colocar saibro. A máquina só raspa o que já tem e junta aos entulhos nas valas, o que provoca alagamentos".
Outra reivindicação está ligada à falta de profissionais na Escola Municipal de Ensino Fundamental Independência. "Ontem eu saí mais cedo, pois não tinha professora de História. Outro dia, entramos às 14h45min e saímos às 17h15min", disse a aluna do 7º ano, Dara Kauani, 13. A moradora do Sítio, Dienefer Martinez, 33, revela que essa não é a única disciplina. "A Secretaria de Educação remanejou professores quando reclamamos que estavam em falta, mas a de Português ficou só 15 dias. Falta ainda para a disciplina de Ciências", relatou. Os problemas com o educandário não param por aí. Falta merendeira, monitores, secretários e atendentes especializados. Já foi feito abaixo-assinado para que no local se tenha uma escola de Ensino Médio, pois a mais próxima fica inviável para os estudantes, além de um pedido de sinalização de trânsito em frente à escola. Até o momento, nada foi atendido.
Ponto de referência para o manifesto, a estrutura da UBS local já não comporta o número de moradores do Sítio. "Quando veio o médico, tiveram que improvisar uma sala de escritório para ele fazer o atendimento. Além disso, não tem sala especial para pediatria", citou Botelho. A comunidade questiona onde está a verba de R$ 600 mil, destinada por emenda parlamentar da deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL), em 2021, para o posto.
Todas essas demandas foram citadas durante a manifestação que, segundo o líder comunitário, deve se intensificar caso nada seja resolvido. Questionada sobre o protesto, a Prefeitura informou através de sua assessoria de comunicação que se manifestará até este domingo.
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